• Jornal Barcarena

Socorristas de Barcarena atuam pelo quinto ano no Círio de Belém salvando vidas

Atualizado: 16 de Out de 2019


Foto: Diego Magno

Um grupo de amigos de Barcarena presta serviços de socorro a romeiros do Círio de Nazaré, em Belém, pela quinta vez. Trata-se do Grupo de Socorristas Voluntários Mãos que Ajudam - GSVMA, que surgiu em 2012 dentro da Paróquia São Francisco Xavier, para apoio no Círio de Barcarena. 


Neste ano contando com 21 membros no Círio de Belém, a missão de ajudar o próximo traz o sentido para o quê o grupo foi criado. "O grupo surgiu com o intuito de auxiliar e dar apoio aos grupos de saúde competente que trabalhavam no Círio de Nazaré em Barcarena, sendo esses Bombeiros Militar e Secretaria Municipal de Saúde. Ao ser observado o crescimento de romeiros que acompanhavam a procissão, foi pensado em formar um grupo para ajudar as equipes competentes dentro da procissão, já que elas estavam ficando sobrecarregadas com o aumento da pessoas com mal súbito no decorrer da caminhada", explica Diego Magno, coordenador e criador do grupo.


O grupo possui membros que são estudantes de enfermagem, técnicos em enfermagem, bombeiros civis e enfermeiros. Todos passam por treinamento e formação para credenciamento de socorrista, explica Diego. " Hoje temos 25 pessoas efetivas e 10 pessoas em curso para efetivação, totalizando 35 membros. Todos recrutas, fazem o curso de credenciamento de socorristas para poder atuar com a equipe, depois da aprovação no mesmo, fazemos a integração total no quadro de membros do grupo. Mas desde quando a pessoa se interessa em participar e comparece no encontro, já consideramos parte de nossa família", disse.


Quem atua nos socorristas há 3 anos é o técnico em enfermagem Allison Henrique. Para ele, é muito bom ajudar os que precisam. "Atuar como socorrista voluntário no círio gera uma felicidade interior. A palavra certa é gentileza e cuidado. Não é por acaso que o sentimento de gratidão é uma das maiores dádivas, pois significa que somos capazes de reconhecer que precisamos uns dos outros, e retribuir de alguma forma com a ajuda humanitária naquele momento", disse o jovem.



Foto: Allison Henrique

Mas o que chama atenção deste grupo é que nele atuam pelo menos 5 voluntários que são e evangélicos. Exemplo disso é a Patrícia Souza. Esse foi o primeiro ano dela como socorrista na trasladação e Círio de Belém. A jovem explica que ajudar os necessitados vai além de conceitos e preceitos. "Me senti feliz por ajudar o próximo independente de qual religião seja. O propósito de salvar vidas está muito além da religião. Quando você se torna um socorrista você não escolhe quem vai ajudar, você simplesmente ajuda sem nenhum tipo de preconceito ou coisa parecida. Ao me tornar socorrista sempre soube que meu dever é salvar e meu objetivo deve ser sempre ajudar, onde diferenças ou preconceitos pra nós dessa área não existem", disse.


E não é só no Círio que eles ajudam as pessoas. Atuam em diversos eventos sociais, religiosos, comunitários e até privados como ações sociais, caminhadas, corridas, passeatas e cicleatas, procissões religiosas, shows, campeonatos etc. Quem quiser fazer parte desta equipe, é só seguir as orientações que Diego repassa. "A forma de integrar no grupo é através do curso de efetivo. Abrimos o curso a cada 3 meses. A pessoa que ingressa através do nosso projeto círio ou demais projetos sociais, já realiza um curso básico e tendo interesse em ingressar no efetivo fica na lista esperando a abertura do curso. Tivemos 5 pessoas que ingressaram no projeto círio Belém e já aguardam o curso para efetivação. Estamos também com vagas em aberto para quem quiser se inscrever para o projeto Círio de Barcarena. O mesmo pode entrar em contato via whatsapp no número 91 984075896, ou através do facebook.


Sobre como enxerga todo o trabalho feito pelo grupo, o coordenador Diego diz que é uma mistura de sentimentos. "Gratidão e dever cumprido. É inexplicável ajudar alguém que realmente precisa de você naquele momento e poder receber um 'obrigado', um sorriso de agradecimento, um abraço, até mesmo um simples aperto de mão. Sentir no semblante e no olhar, até mesmo na lágrima daquela pessoa o quão grata ela está pela intermediação do socorro prestado. O GSVMA está à disposição da sociedade sempre que precisar. Socorristas por amor, braço forte e mãos amigas", disse.

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