• Jornal Barcarena

Coronavírus: a preocupação da chegada de navios chineses em Vila do Conde

Atualizado: Fev 6


Representantes do Governo do Estado e do Sindicato dos Portuários se reuniram na terça-feira (4) no distrito de Vila do Conde, em Barcarena, para discutir procedimentos de segurança que evitem a entrada do coronavirus (2019 n-CoV) no Pará. O local foi escolhido para a reunião por receber diversos navios de importação chineses.

De acordo com o Governo do Pará, participaram também da reunião representantes das Anvisa e da Secretaria Estadual de Saúde (Sespa). Durante o encontro, foram propostas estratégias para que os os navios chineses possam ser recebidos, mas que, em caso de infecção, o vírus possa ser combatido pelos portos.

Em nota, a Companhia Docass do Pará (CDP) adiantou que todo navio procedente da China só poderá atracar após liberação da Anvisa.

Coronavirus

No mundo, já são 24 países com infecções confirmadas pelo 2019 n-CoV. A província de Hubei concentra a maior parte das mortes e casos de infecção. No território, que é o epicentro do surto, 414 pessoas morreram e há 13,5 mil casos.

O número de mortes pelo novo coronavírus já ultrapassou o total registrado pela Síndrome respiratória aguda grave (SARS) na China continental: desde dezembro, o 2019 n-CoV levou a 426 mortes na região, enquanto a Sars registrou 361 em todo o surto em 2002 e 2003. Mas o número de pessoas que se recuperaram em todo o país também aumentou nos últimos dias, sugerindo que a taxa de mortalidade do novo vírus é relativamente baixa.

Suspeitas no Brasil

Em nota, a Companhia Docas do Pará (CDP) adiantou que todo navio procedente da China só poderá atracar após liberação da Anvisa. Desde o início do monitoramento do Ministério da Saúde, o Brasil já descartou ao todo 13 suspeitas.

Entre os 14 casos suspeitos, 11 deles estão passando pela etapa de testes para vírus comuns, como o influenza. Caso um vírus já conhecido no Brasil seja detectado, a chance de o paciente ter coronavírus é descartada.

Outros três casos já deram negativo para doenças comuns e, agora, estão em um teste específico apenas para o 2019 n-CoV.


Por G1 PA

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